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21 de Agosto de 2019
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    Belo Monte derruba presidente do Ibama

    O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos

    Naturais Renováveis (IBAMA), Abelardo Bayma, pediu demissão do cargo por

    discordar da emissão da licença definitiva para a implantação da Usina

    Hidroelétrica de Belo Monte, prevista para ser construída no rio Xingu,

    no Pará.

    Em carta enviada à ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, Abelardo

    alegou motivos pessoais para pedir exoneração do cargo. Mas revelou a

    amigos que deixou o posto depois de ter sido pressionado pela diretoria da

    Eletronorte a emitir a licença definitiva em nome do IBAMA para a

    instalação da usina. Ele estava no cargo desde abril do ano passado e é

    funcionário de carreira da autarquia.

    Em reuniões com a diretoria da Eletronorte há dez dias, Abelardo se negou

    a emitir a licença definitiva para a construção da usina. Ele argumentou

    que o IBAMA não poderia emitir o documento porque o projeto ainda está

    cheio de pendências ambientais. Abelardo admitiu que o IBAMA poderia

    emitir a licença para a instalação e não a definitiva. A construção de

    Belo Monte foi um dos motivos que levou ao pedido de demissão da

    ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Ela discordava da implantação

    da usina alegando que a obra causará fortes danos ambientais na região com o alagamento de uma área de aproximadamente 500 km2.

    As divergências sobre Belo Monte provocaram um confronto no governo entre

    Marina Silva e a então ministra-chefe da Casa Civil, a presidenta Dilma

    Rousseff, que defende a antecipação dos prazos para a conclusão da usina,

    prevista inicialmente para outubro de 2015, um ano após o mandato

    presidencial. Para conseguir antecipar a conclusão, como quer Dilma, é

    preciso que o Ibama antecipe as licenças, mas o instituto alega que há

    falhas técnicas a serem reparadas no projeto. A previsão é que Belo Monte

    gere mais de 11 mil megawats para atender a uma população de 26 milhões

    de pessoas na região Norte.

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